Por que não existe um plano de saúde ideal para todo mundo?
Imagine três clientes.
O primeiro é um jovem que utiliza pouco o plano e está preocupado principalmente com o valor mensal.
O segundo possui uma família com filhos e quer acesso a bons hospitais e laboratórios.
O terceiro é um empresário procurando um benefício para seus funcionários.
Os três possuem necessidades completamente diferentes.
Por isso, o corretor precisa evitar uma abordagem baseada em uma única solução.
O melhor plano para um cliente pode não ser o melhor para outro.
1. Comece entendendo o perfil do cliente
Antes de apresentar qualquer opção, faça perguntas.
Algumas informações importantes incluem:
- Idade dos beneficiários;
- Quantidade de pessoas;
- Cidade de residência;
- Região onde o plano será utilizado;
- Tipo de contratação;
- Preferência de hospitais;
- Preferência de operadora;
- Abrangência desejada;
- Interesse em coparticipação;
- Faixa de investimento.
Essas informações ajudam a direcionar a cotação.
2. Descubra o que é prioridade para o cliente
Nem todo consumidor possui as mesmas prioridades.
Pergunte:
“O que é mais importante para você na escolha do plano?”
A resposta pode surpreender.
Alguns podem responder:
“Quero o menor preço possível.”
Outros:
“Quero atendimento no hospital X.”
Outro cliente pode dizer:
“Preciso que meus filhos tenham acesso a bons pediatras.”
Outro:
“Viajo muito e preciso de cobertura nacional.”
A partir dessa resposta, o corretor consegue personalizar sua apresentação.
3. Preço é importante, mas não é o único fator
É natural que o cliente queira saber quanto vai pagar.
Porém, comparar apenas mensalidades pode gerar uma decisão equivocada.
Dois planos podem ter valores semelhantes e oferecer características muito diferentes.
Por isso, o corretor deve explicar fatores como:
- Rede credenciada;
- Abrangência;
- Acomodação;
- Coparticipação;
- Condições de contratação;
- Carências;
- Regras do produto;
- Serviços disponíveis.
O cliente precisa entender o que está recebendo em troca do valor pago.
4. Descubra quais hospitais são importantes
Essa pode ser uma das perguntas mais importantes durante o atendimento.
Pergunte:
“Existe algum hospital ou laboratório que você gostaria que estivesse na rede?”
Se houver uma instituição específica, essa informação pode ajudar a filtrar as opções.
Isso evita apresentar planos que não atendam uma das principais necessidades do consumidor.
5. Explique a diferença entre abrangência regional e nacional
Outro ponto que pode gerar dúvidas é a abrangência.
Alguns clientes utilizam o plano principalmente na própria cidade ou região.
Outros viajam frequentemente e podem valorizar uma cobertura mais ampla.
O corretor deve explicar as diferenças de maneira clara e verificar qual alternativa faz sentido para o perfil do consumidor.
Evite simplesmente afirmar que uma opção é “melhor”.
O correto é avaliar qual é mais adequada para aquela necessidade específica.
6. Explique a coparticipação de forma simples
Coparticipação é um tema que frequentemente gera dúvidas.
O corretor deve explicar como funciona dentro das condições específicas do produto apresentado.
Em vez de utilizar somente termos técnicos, utilize exemplos simples.
Por exemplo:
“Nesse modelo, além da mensalidade, pode existir uma cobrança quando determinados serviços forem utilizados, conforme as regras do contrato.”
Depois, explique as condições aplicáveis ao plano.
Quanto mais clara for a explicação, menor será a possibilidade de o cliente contratar algo sem entender como funciona.
7. Não esconda informações importantes
Uma venda pode parecer excelente no curto prazo, mas uma informação omitida pode gerar problemas posteriormente.
O corretor deve explicar claramente as características relevantes do produto, incluindo condições, limitações e regras aplicáveis.
Transparência gera confiança.
E confiança é um dos principais ativos de um corretor.
O objetivo não deve ser apenas fechar uma venda.
Deve ser conquistar um cliente que continue confiando no profissional depois da contratação.
8. Apresente três alternativas
Uma estratégia interessante é apresentar três opções.
Plano econômico
Para clientes que priorizam o controle do orçamento.
Plano intermediário
Para quem busca equilíbrio entre preço e benefícios.
Plano completo
Para quem prioriza uma rede mais ampla e determinadas características adicionais.
Essa estrutura facilita a comparação.
Também evita que o cliente receba dezenas de opções e não saiba qual escolher.
9. Explique por que você selecionou cada opção
Não envie apenas os valores.
Explique sua recomendação.
Por exemplo:
“Escolhi essa primeira alternativa porque ela possui um custo menor e atende à região que você informou.”
“Essa segunda opção possui uma rede mais ampla e pode ser interessante porque você mencionou que utiliza determinados hospitais.”
“Já essa terceira alternativa tem características mais completas e pode fazer sentido caso você priorize maior abrangência.”
Dessa forma, o cliente entende o raciocínio por trás da cotação.
10. Transforme a cotação em uma consultoria
Existe uma grande diferença entre:
“Aqui estão os preços.”
e:
“Analisei seu perfil e encontrei estas três alternativas. Vou te explicar as principais diferenças para você decidir qual faz mais sentido.”
Na segunda abordagem, o corretor demonstra conhecimento.
O cliente deixa de enxergá-lo apenas como alguém que transmite preços e passa a enxergá-lo como um profissional capaz de ajudá-lo a tomar uma decisão.
11. Não tenha medo de dizer que determinada opção não é adequada
Essa atitude pode aumentar sua credibilidade.
Se um determinado produto não atende às necessidades apresentadas pelo cliente, explique isso.
Por exemplo:
“Essa opção possui um valor interessante, mas eu não a colocaria como primeira escolha para você porque não atende à característica que você informou como prioridade.”
Mesmo que o cliente escolha outra opção, ele perceberá que a recomendação foi feita pensando em suas necessidades.
12. Faça follow-up depois da cotação
Depois de apresentar as opções, não deixe o cliente sozinho.
Faça acompanhamento.
Uma mensagem simples pode ser:
“Olá, João! Conseguiu analisar as opções que te apresentei? Se quiser, posso te ajudar a comparar as duas que mais fizeram sentido para você.”
Essa abordagem é melhor do que simplesmente perguntar:
“Vai fechar?”
O objetivo do follow-up é continuar ajudando o cliente a tomar uma decisão.
13. Use conteúdo para educar seus clientes
O corretor pode transformar as principais dúvidas dos clientes em conteúdo.
Alguns exemplos:
- Como escolher um plano de saúde?
- O que analisar antes de contratar?
- Como funciona a coparticipação?
- O que é carência?
- Qual a diferença entre plano regional e nacional?
- Como funciona um plano empresarial?
- O que observar na rede credenciada?
- Como comparar dois planos?
Esses conteúdos podem ser publicados no blog e nas redes sociais.
Além de educar o consumidor, ajudam a fortalecer a autoridade do corretor.
O corretor precisa vender confiança
Quando uma pessoa contrata um plano de saúde, ela está tomando uma decisão importante.
Por isso, confiança é fundamental.
O cliente quer saber:
“Posso confiar nessa recomendação?”
O corretor constrói essa confiança através de:
- Atendimento profissional;
- Transparência;
- Conhecimento;
- Agilidade;
- Clareza;
- Acompanhamento;
- Pós-venda.
Uma boa experiência pode fazer com que aquele cliente indique o corretor para outras pessoas.
E quando o cliente só quer o plano mais barato?
Essa situação é bastante comum.
Em vez de discutir com o cliente, tente entender o motivo.
Pergunte:
“O principal objetivo é reduzir o valor mensal ou existe algum hospital ou cobertura que você considera indispensável?”
A resposta ajuda a descobrir se realmente existe apenas uma preocupação financeira ou se existem outras necessidades.
Se o preço for realmente a prioridade, apresente alternativas dentro da faixa de orçamento possível, sempre explicando as diferenças entre elas.
Como aumentar suas chances de fechar a venda?
Um processo simples pode ser:
1. Receba o lead
↓
2. Responda rapidamente
↓
3. Faça perguntas
↓
4. Entenda a necessidade
↓
5. Identifique prioridades
↓
6. Faça a cotação
↓
7. Selecione as melhores opções
↓
8. Explique as diferenças
↓
9. Tire dúvidas
↓
10. Faça follow-up
↓
11. Feche a venda
↓
12. Faça o pós-venda
Esse processo pode ser adaptado à realidade de cada corretor.
O pós-venda também faz parte da venda
Um cliente não deve ser esquecido depois da contratação.
O corretor pode manter relacionamento para:
- Esclarecer dúvidas;
- Acompanhar a implantação;
- Auxiliar quando necessário;
- Solicitar indicações;
- Identificar novas necessidades.
Um cliente satisfeito pode se transformar em uma fonte constante de novas oportunidades.
Conclusão
O melhor corretor não é necessariamente aquele que apresenta a maior quantidade de planos.
É aquele que consegue entender o cliente e apresentar a solução mais adequada para seu perfil.
Uma venda consultiva exige perguntas, conhecimento e acompanhamento.
Quando o consumidor percebe que o corretor está realmente tentando ajudá-lo, a relação deixa de ser baseada apenas em preço.
E isso pode gerar algo muito mais valioso do que uma venda:
um cliente satisfeito, fiel e disposto a indicar seu trabalho.
Portanto, antes de perguntar “qual plano você quer?”, experimente perguntar:
“O que é mais importante para você na escolha do seu plano de saúde?”
A resposta pode mudar completamente a sua abordagem comercial.
Mais Postagens
Plano de Saúde Empresarial: Como o Corretor Pode Aumentar as Vendas para Empresas
Como o Corretor de Plano de Saúde Pode Fechar Mais Vendas
Como Aumentar as Vendas de Planos de Saúde: 7 Estratégias para Corretores Gerarem Mais Clientes